Olhares da morte

Não acho que a morte deve ser interpretada pelas lentes mórbidas e fúnebres de quem busca respostas para ela. Nem pelo sentimento de perda ou gosto amargo que deixa. Acho que morte e vida são a mesma coisa. Caixões, cemitérios, enterros fazem parte da construção amedrontada da mente humana. Na minha opinião o único jeito de perder o medo da morte é deixar de tentar entende-la. É pacificar-se com a vida, com as pessoas, com os movimentos singelos e cotidianos da existência. São esses que me dão a medida da naturalidade dos processos que desassombram o olhar. Vida e morte, a mesma coisa.

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