Um jeito de ver

Sabe aquela saudade de algo que nunca viveu? Entre tantas teorias uma me agrada em especial. Ela diz que sempre que fazemos uma escolha, as outras possibilidades preteridas se realizam paralelamente em outros universos. Quem sabe?

É como se em algum lugar você fosse jogador de futebol, ou medica, ou cantor, ou bailarina, ou astronauta, ou bombeiro. Tivesse casado com o amor de infância ou até já tivesse partido.

Esses “eus” que se manifestam em realidades paralelas, são fragmentos de um único ser, nós que hoje experimentamos em parte o que de fato somos. É um jeito de ver.

Me faz bem pensar que tudo o que imaginamos ser manifesta apenas uma porção do que potencialmente somos, não necessariamente em outro mundo, mas dentro da gente.

Seja lá como for, não importa. O fato é que continuo sentindo o vento, o cheiro que vem de algum lugar e às vezes me toca e me enche de saudade de alguém que penso nunca ter sido, mas que de um jeito ou outro existe em algum lugar, talvez mais perto do que imagino.