Cultive a paz em si

Nós, que nos alimentamos de medo, metabolizamos na vida o que nos estrangula a alma. Elegemos causas, combatemos inimigos, criamos guerras que jamais existiriam se, ao invés do medo cultivássemos, em nós, paz.

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Livro O menino que anseia pelo céu

“O céu é uma dimensão do infinito que só pode existir dentro da gente.
É sobre isso que falo nesse livro. São muitos assuntos ligados a relacionamentos, autoconhecimento, espiritualidade, sociedade, cotidiano, reflexões de um homem que valoriza a liberdade. Liberdade para, apesar da maturidade, manter o jeito de ver, o jeito simples, do menino que anseia pelo céu.” – Flavio Siqueira

À venda somente pelo site : http://www.lojadoflaviosiqueira.com

Para que em nós não falte nada

Se um grão de areia contém o universo inteiro e cada gota d´água contém todos os oceanos, se o micro contém o macro e o infinito se expressa no finito, posso pensar que “micro” e “macro” não existem.

Talvez o que exista seja uma coisa só percebida fragmentadamente por mentes fragmentadas.

Quem sabe o grão de areia, por nele conter o universo, se perceba como universo? Assim, nele, não falta nada.
Como a gota d´água ou uma formiguinha que se sabe formiga e carregue em sua natureza todos os movimentos do infinito e do universo. A formiga não sente falta de nada. A formiga é o universo.
Os seres humanos que se procuram em tudo deixariam de procurar se entendessem que cada consciência é uma representação de todo universo. O macro representado no micro. O infinito no tempo e no espaço. O universo inteiro em reflexos de consciência.
Aquele que está em si, inteiro no espaço que ocupa, se verá como é, parte do todo. O todo onde não há falta, onde tudo se completa, onde a existência, em toda sua linda diversidade, é uma coisa só.
Vida que só pode ser em abundância.

Universos que caminham sobre pernas

Gosto de pensar que somos como universos inteiros, dimensões que caminham sobre pernas. Talvez sejamos as várias dimensões que tanto se especula. Cada um de nós.
Cada dimensão com suas peculiaridades, suas fronteiras cobertas por pele. Peles são fronteiras que delimitam nossas experiências.
O tempo não é a mesma coisas nesses universos/dimensões que somos. Mesmo que todos usem o mesmo calendário como referência, cada um experimenta a passagem dos minutos, das horas, dos anos, a partir da perspectiva de onde vê.
Surgimos e extinguimos em datas diferentes, modelamo-nos conforme culturas assimétricas, passageiras e mesmo assim um universo interfere no outro e todos se tocam, projetando um fluxo invisível que nos complementa.
A história é um desses fios condutores, mas há tantos outros…
Vivemos como se fôssemos completamente autônomos, sem consciência de que os mundos que somos não passam de representações de algo maior, a vida que movimenta os corpos e se expressa no tempo e nos espaço com as caras que temos, com aquilo que damos através do que somos: universos que caminham sobre pernas.

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