“Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força” – A guerra anti terror

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Cada vez mais a tal “guerra anti terror” será a maior promotora de medo na humanidade e penso que daqui para frente o argumento mais contundente para que o Estado assuma o papel de soberano controlador da vida de todos.
Estamos vivendo tempos muito semelhantes aos profetizados por George Orwell que descreveu no livro “1984” cenários ambivalentes de medo e controle.
Como na obra, temos nossas Eurásias e Letásias, nossos “três minutos de ódio”, nossos “grandes irmãos” prontos a nos salvar com suas “teletelas” cada vez mais presentes e aceitas em nome da nossa segurança..
Nossa esperança por salvação associada com medo que se projeta em um povo e suas crenças dá respaldo para que governos mexam em leis que beneficiam a si próprios, além dos bancos e da industria armamentista. Enquanto isso o terrorismo continuará como legitimador de todo esse perverso processo.
Depois dos atentados contra as torres gêmeas em NY, entre tantas medidas, houve o “Patriotic Act”, uma lei que reduziu inúmeras liberdades e permitiu a escuta indiscriminada das comunicações. O mundo levou um susto quando Edward Snowden revelou quem de fato era alvo desses monitoramentos que por sinal continuam.
É triste perceber que pouca gente nota os movimentos de uma guerra midiática onde o medo é reforçado o tempo inteiro e a face de um inimigo a ser combatido, eliminado de preferencia, os mesmos que aparecem como vilões nos filmes de Hollywood, são fixados na mente de gente cada vez mais amedrontada, raivosa, querendo sangue, querendo proteção, querendo vingança.
Afinal de contas, que tipo de efeito colateral o terror representa? Quem o financia? Como pensar que super potências de guerra vivem a mercê de rompantes de grupos extremistas escondidos no deserto?
O que estamos vivendo não é uma guerra religiosa, mas uma guerra de interesses.
De um lado os que lucram e mexem nas leis. Do outro homens e mulheres assustados diante dos noticiários televisivos, acreditando que o inimigo é o fundamentalista religioso.
É a velha guerra do bem contra o mal, como sempre “nós” somos o bem, “eles” o mal, se impondo em tempos de informação difusa, de mentes confusas, de humanos colonizando humanos em nome do medo.
Parece que o lema promovido pelo regime autoritário de Oceania, no livro de George Orwell, tem se tornado cada vez mais atual: “Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força”. Infelizmente.
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