Os homens que habitam esse corpo

O rio nunca mergulha no homem mais de uma vez. O rio não é o mesmo, o
homem também não. Muda o rio, muda o homem que jamais se repetirá. Quando um segundo morre nasce outro e depois que um cenário desfaz o que virá será absolutamente único, até que o seguinte se imponha.
O cenário reflete onde vejo. O cenário reflete o que sou.
Mas o que sou além da somatória de muitos? Aqueles que se encontram com rios, que atravessam segundos, que projetam cenários que deixam de ser.
Sou aquele que o tempo não reconhece e os rios só verão uma vez. Sou os tantos que o tempo levou e todos os outros que vieram depois.
Sou o cenário e o ponto de vista. A experiência que jamais se repete, como o rio, como os homens que habitam esse corpo, que é outro e jamais se repetirá.Man walking on beach in winter
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