Retomar de onde paramos

Para onde foi o encantamento dos olhos que enxergavam a conchinha e ali, o mar inteiro? Por que deixamos de considerar o arcoíris sagrado, a chuva um motivo para festa, a lama um convite para brincadeiras, os encontros razão de alegria?
Qual o ponto em que o lúdico virou raso, os sonhos reduzidos a “realidade”, a esperança em vazios artificialmente preenchidos?
Há em cada um de nós, em algum lugar, a inocência que nos tornava santos, a credulidade sábia que nos movimentava e dava gosto ao desgosto de nosso pragmatismo. Mais do que qualquer coisa sinto que é preciso retomar de onde paramos. Naquele ponto em que deixamos de ser nós mesmos.

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2 comentários em “Retomar de onde paramos

  1. Temos que resgatar a nossa criança dentro de nós; e ela não se prende ao passado e nem vive preocupada com o futuro, seu momento é o eterno presente fazendo a vida ser lúdico e de aprendizados. Tenho uma grande admiração pelo seu trabalho amigo Flavio! Estou aos poucos saboreando o seu novo livro. Abraço fraterno e fique bem(gosto do carinho que utiliza ao proferir essas duas palavras).

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