O dia em que SP parou (Dez histórias e algo mais – áudio)

Isso aconteceu mesmo em SP, não é ficção, me lembro com muita clareza e tentei descrever no meu livro Dez Histórias e Algo Mais. Foi uma das experiências mais surreais que vivi em São Paulo.

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Segunda feira, 15 de Maio de 2006. Uma facção criminosa ordena um absurdo toque de recolher em plena cidade de São Paulo. Acuados, milhares de pessoas apressaram-se para voltar pra casa mais cedo, temendo represálias. Naquela tarde eu estava no ar pela Band FM e senti que tinha uma responsabilidade que ia além de tocar músicas. A partir de um personagem, conto a história verídica no meu livro “Dez Histórias e Algo Mais”, refletindo naquilo que podemos tirar de lições que se apliquem em nosso dia dia apesar do triste episódio. Ouça o áudio desse capítulo do livro Dez Histórias e Algo Mais abaixo:

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Estreia “Laços” www.webradiovagalume.com

Ouça neste sábado, dia 27/02, às 10h a estréia de “Laços” com Marina Arinelli e Wendy Conti Bittar . Na estreia um assunto bastante curioso e didático: como cuidar daquele filhote que esta chegando em casa? Quais os primeiros produtos devemos ter/comprar para que o filhote esteja bem assessorado? Filhote come que tipo de ração/comida? Ouça em http://www.webradiovagalume.com, todos os sábados às 10h, logo depois do Mensagens que chegam pela manhã.

Lacos-01-

Cada escolha

Cada escolha determina um novo rumo.
Nunca sabemos como será até que optamos em seguir determinado caminho. Mudei completamente o rumo da minha vida quando fui para uma escola, não outra, fiz um amiguinho, não outro, escolhi uma profissão, uma mulher, um caminho, seja o que for. Qualquer coisa.
Creio que nossa vida é reflexo de cada escolha. Combinação de pequenos movimentos cotidianos que se tocam e desencadeiam grandes transformações.

Quando a vida sai dos trilhos

…o que estranhamente aprendi é que quando as portas se fecham, basta atenção para ver que outras abrem, cheias de novas oportunidades e avisos que parecem vir de todos os lugares para deixar bem claro que, se eu acreditar, amanhã tudo vai ser diferente, que apesar dos pesares, entre vida e morte, os ciclos naturais da existência me moldam, me tocam, me talham e me tornam um cara melhor…

A matéria prima da inspiração

Uma das razões da permanente tensão entre ciência e religião é que depois de um tempo, o que era posse exclusiva de uma é revelada por outra. Quantos eventos naturais considerados milagres foram depois explicados com cálculos e fórmulas relativamente simples ? Quantas situações inexplicáveis hoje, amanhã serão matéria de ensino fundamental? Há tentativas de unificar ciência e fé, tanto é que a maioria das religiões mais modernas não se assume como tal, mas explicam-se “ciência”.
Tanto a ciência como a fé, podem ser jeitos diferentes de interpretar a mesma coisa. São linguagens.
O mesmo para a música, a poesia, a filosofia, o amor… Linguagens condicionadas as frestas de onde vemos. É como se tudo já estivesse por ai, no ar. Todas as informações acumuladas pelo pensamento humano, o que sabemos, o que ainda não sabemos, todas as músicas em estado bruto, toda poesia que não encarnou em palavras, todo insight que sequer aconteceu, cada fragmento de sabedoria espalhado pela vida e conectado a cada célula de nossos corpos.
Nossos corpos são expressões do que é. Uma criança no berço carrega todos os códigos e mistérios da natureza. Aquelas duas na foto antiga viveram sem saber: são maquetes do universo. Tudo o que fizeram, tudo o que pensaram, inclusive a brincadeira na praia, eram jeitos de manifestar-se como tal.
Há verdades no ar, ciência adormecida nos oceanos, sinfonias no por do sol, a matéria prima que virará inspiração interpretada pelos olhos de quem vê.
Nem a ciência, nem a religião, nem filosofia alguma, nem a arte, nem a literatura, nem a música, nem ninguém são expressões definitivas da verdade. Somos linguagens e quanto privilégio há nisso!
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