Espelhos de um instante

Não acho que somos necessariamente o que pensamos ser. Seria restrito demais.
Nossos pensamentos são demasiadamente obstruídos por tantos vetores, tantas influências, tantos limites, tanta cultura elaborada por outros interesses, por pensamentos que não os nossos.
Quase sempre a maioria dos nossos pensamentos apenas reflete o pensamento da coletividade. O inconsciente coletivo vocalizado no que penso ser, no que quero crer.
Acredito que o pensamento nos dá uma grande chance de ver onde estamos naquele fragmento de tempo. Ele nos mostra, mas não nos define.
Pensamentos são espelhos de um instante.
O que penso não diz objetivamente sobre a realidade, nem a minha, nem do mundo, nem de ninguém. A realidade é infinita e inexorável.
O que penso apenas me expõe à mim mesmo.
Como um reflexo que me desprende daquele instante, me revela e então provoca o movimento.
jardim1 
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3 comentários em “Espelhos de um instante

  1. Uma Excelente Reflexão, Flávio Siqueira e Amados Vagalumes, Nós Precisamos nos Olhar um Pouco mais para Dentro de Nós Mesmos, Com Muita Liberdade e sem Filtros que a Massa nos Implanta desde o Início de Nossas Vidas e que nos Cegam e nos Condiciona para Sermos o que os Outros Querem que Sejamos. Um Ótimo Final de Semana pra Todos Nós, Muita Paz, Amor e que Fiquemos Bem nesta Caminhada 😀

  2. Flávio, leia o livro “O Mecanismo da Vida Consciente” de GONZALES PECOTCHE e você vera esta realidade, realmente não somos o que pensamos ser, nós somos o resultado de nossas atitudes, nosso querer e nossa gratidão ao que somos. que resulta da seleção e organização dos nossos pensamentos. Como a Clarice disse acima, precisamos olhar um pouco dentro de nós, precisamos conhecer nosso sistema mental, deixar nossa consciência nós dirigir, precisamos nós conhecer.
    http://www.logosofia.org.br/livro-logosofia/o-mecanismo-da-vida-consciente/14.aspx

  3. É isso mesmo, Meu Amigo, Altair, é Dentro de Nós que a Vida Flui com Mais Tranquilidade e Paz e Tudo que está Fora de Nós Não Pode nos Impedir de Nos Conhecer. Respeitando o Nosso Interior e a Liberdade de Ser de Nossos Semelhantes é a Paz que Precisamos Ter em Nossas Vidas. Abraço, Flávio, Altair e aos Vagalumes de Plantão 🙂

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