Isso, que chamamos de democracia

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Democracia, palavrinha que mais se fala hoje no Brasil, pela qual houve tanta luta no passado e não soubemos o que fazer com ela.
Qual democracia? Eleitores expostos ao sedutor e milionário marketing político, convidados para, de anos em anos, comparecerem a uma sessão eleitoral e participarem de eleições esquisitas, duvidosas, depois pagarem os impostos, sumirem, desaparecerem se possível.
Democracia? Aqueles que falam em nome dela e teoricamente deveriam representar seus eleitores, cooptados por empresas financiadoras de campanha, proprietárias de políticos que, na maioria dos casos só se preocupam com quanto vão ganhar e como se elegerão na próxima.
Democracia que aplaude quem faz o mínimo como se fosse um grande ato de benevolência, onde se unge com louvor o “rouba, mas faz”.
Ontem, vendo aqueles senhores com cara puxada e cabelo pintado se acotovelando para darem tchauzinho para as câmeras, enrolados em bandeiras, fazendo festa, fazendo graça com seus discursos sem pé nem cabeça, mandando beijo para tia, para deus, para sei lá quem… Ou os mesmos, só que de outra trincheira, discursando como se o que estivesse acontecendo fosse uma luta de classes, os ricos contra os “camponeses” (representados por eles e os movimentos sociais comprados), os descontentes com a “democracia” promovida por fisiologismo, por demagogias, por desvios de dinheiro público.
Fique o governo, venha outro, serão variações da mesma coisa, apenas com linguagens diferentes. Resultados de escolhas de um povo que é usado como legitimador de tanta injustiça, de tanta roubalheira, de tantos interesses que não são seus. Façam o que quiserem excelências, tudo pode, tudo vale nessa coisa pela qual vocês brigam e ao mesmo tempo repartem, isso que vocês chamam de democracia.

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4 comentários em “Isso, que chamamos de democracia

  1. Meu querido Flavio! Isso expõe imaturidade emocional coletiva. É lógico que existem muitos que são capazes de discernir, refletir, escolher e decidir pelo senso da razão, mas a maioria dos brasileiros ainda não alcanço sua maturidade emocional, e não tem lucidez suficiente para manifestar a razão. Esse é o caldeirão favorito de todos os sistemas que se utilizam da energia das massas humanas para construir seus impérios – manter o ser humano imaturo emocionalmente, fazendo suas escolhas pela emoção, comprando por impulso emocional, tendo sua fé irracionalizada pela emoção, a fé cega, votando no político que faz o discurso mais inflamado, aplaudindo uma seleção de futebol que é um arranjo de interesses entre os seus patrocinadores e fornecedores de material esportivo, e muito mais. Cabe a nós que despertamos esclarecer, assim como você faz muito bem e com total isenção. Eu sei que é trabalho demorado, exige paciência, mas a persistência vence a resistência, mais cedo ou mais tarde. E esse trabalho de acordar e esclarecer não pode mirar o curso prazo, porque a decepção será inevitável; tem que ser o trabalho do semeador permanente, que não se cansa de jogar sementes de luz nas consciências humanas. Um dia, numa era futura, as sementes que agora não germinarem também haverão de germinar. Continue semeando, meu caro amigo. Abraços!
    Luìz Trevizani

  2. Comecei a assistir seus vídeos por acaso e gostei. Mas, quando você entra no cenário político, pensei, agora ele vai se superar! Ledo engano. Você tece comentários à atual crise política, institucional midiática (s e é que posso falar de crise midiática) e coloca todo mundo no mesmo barco. Pois, como negar a truculência política que se está cometendo no congresso te dizer “tudo bem”, estou acima disso! Há trabalhadores e donos do capital. Eh á movimentos sociais legítimos que não foram cooptados. Ou melhor, cooptados sim, pela suas consciências. Um grande abraços. E tenho a esperança de que seus próximos vídeos sejam tão enriquecedores como têm sido até agora. Arthur Alves. Estudante de doutorado.

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