Aprender a morrer

Sou um cara com jeito de mãe. Confesso ser protetor demais, chato às vezes. Mas tenho pensado cada vez mais no aprender a ser desimportante e deixar que a vida simplesmente flua.
É alentador lembrar que antes de nós havia vida e, depois, quando não estivermos mais aqui, pessoas continuarão vivendo, casando, trabalhando, morrendo, sofrendo, se alegrando.
Sinto que a vida, sobretudo, é um aprendizado de morrer.
Não a morte fúnebre de nossa cultura, mas o deixar de ser, o abrir mão, o enxergar-se com a leveza de quem aos poucos renuncia os pesos de se ver como imprescindível e assume a leveza de ser apenas um lapso de vida, que hoje está, amanhã não mais. Isso é alentador.

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