Eus, movimento.

Se em mim houvesse perfeição, não haveria sombras, nem variação, nem espaços. Sem espaços não haveria movimento e, sem movimento, eu não seria. Sou os todos que fui, os que sou, os que ainda serei. Sou movimento. Fragmento. Não sei o que é perfeição e tudo o que faço projeta minha própria ambivalência. Meu amor, inclusive, meu amor condicional. Minhas crenças, minhas descrenças, meus sonhos, tudo o que penso absoluto é apenas um fragmento que aponta para o horizonte. São confissões que não dizem nada sobre o mundo, nem a vida, nem a morte, nem nada que seja além de mim. Eus, movimento.

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