Busca por heróis

Desde a primeira infância esperamos por heróis. Primeiro o pai, depois os “super heróis”, depois líderes carismáticos representantes do bem.
Repare como a sociedade vive em busca de um “ser maior” que a conduzirá para alguma terra prometida onde não haverá mais dor, nem injustiças, nem maldade. Isso nos isenta de responsabilidades.
Para esses o mundo sempre será maniqueísta e campo fértil para teorias conspiratórias de todas as espécies.
Então descobrimos que nossos pais são falíveis.
Os super heróis criações simbólicas.
Os ídolos esportivos, humanos.
Os políticos ambivalentes.
Os sacerdotes, pecadores.
Nós, relativos.
Toda incondicionalidade é falsa e representa elevado estado de imaturidade.
Abrir mão de super heróis amplia a visão e nos aperfeiçoa em direção ao amor que aceita a relatividade sem precisar negá-la.

Terra plana?

Essa tolice de Terra plana faz parte de um pacote fundamentalista que tem, entre outros objetivos, desqualificar a ciência como possibilidade de entendimento da vida. Para esse grupo o conflito entre a ciência e os dogmas religiosos tendem a criar rupturas ainda maiores em suas agremiações, por isso a tentativa de desqualificarem. Já vi “pensadores” desse grupo argumentarem que a ciência como conhecemos não passa de um plano dos “comunistas” pra tirar a fé das pessoas. Ao contemplar um universo infinito, relativiza-se o homem, logo Deus (criador do homem a sua imagem e semelhança) se apequena. A partir disso constroem suas próprias teorias conspiratórias na tentativa de manter o grupo coeso. Agora eles tem algo para defender e, como se fosse algo relevante, saem por ai atacando quem contesta sua “teologia”. Lamentável. Mais um sinal de que apesar de homo, somos cada vez menos sapiens.