Eu não resistiria a “verdade”

Eu não resistiria a “verdade”. Seja lá qual for. Seria como chegar perto do sol, não dá, o distanciamento é necessário. Um ser que tivesse acesso a “verdade” não poderia existir entre nossas regrinhas, não seguiria nenhuma ética, nem levaria a sério lógica alguma. Seria autônomo, independente, absolutamente livre. E alguém pode viver em sociedade sem negociar sua liberdade? A “verdade” nos esmagaria porque não somos capazes de suportá-la, aliás, não podemos suportar nem  mesmo a verdade do outro. Como seria a vida se conhecêssemos todas as verdades de todos? Insuportável! O que nos cabe são porções da verdade, em movimento, parciais, como nós. Reconhecer que é assim gera descanso e a consciência que tudo o que nos cabe é a verdade do instante que se conecta a todas as outras verdades de todos os outros instantes. Talvez seja desconfortável para você, mas, pra mim, parece suficiente.

Educação

Talvez, educação tenha mais a ver com liberdade do que formatação. É o reconhecimento de que sabemos tão pouco, gerador de humildade e de movimento. Educação não é formatar, nem criar um pensamento único, amedrontado, pequeno, presunçoso. Penso que educação tem a ver com o voo, e a queda, e o céu, e a consciência de que o único limite sempre serei eu.