O terror do medo

O terrorismo se alimenta do medo.
As bombas, as mortes, as ameaças, integram um gigantesco palco e a platéia somos nós.
Poucos reivindicam os créditos, geralmente o Estado Islâmico, os loucos carrancudos de barba que não costumam fazer reivindicações claras. Não é necessário.
O medo é um mercado capaz de eleger políticos, mexer nas bolsas, nos juros, nos bancos. Nesse caso, o anonimato faz bem aos negócios.
É por medo que negociamos nossa privacidade e aceitamos agradecidos que o governo nos vigie.
O medo nos acua, nos torna submissos, nos posiciona em busca de abrigo. Consumimos mais notícias, pagamos mais seguros, buscamos mais religiões, nos protegemos, investimos, compramos o que não é necessário.
Ontem o mundo sentiu medo de novo. Não se trata do caos na segurança pública brasileira e suas mortes cotidianas, nem as barbaridades cometidas contra humanos nas guerras do dia a dia. Estamos chocados com o terror em Barcelona, estamos com medo, muito medo.
E o terrorismo se alimenta do medo.

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