A guerra pelas mentes

Existe uma dimensão de entendimento entre humanos que transcende a “fisicalidade” das palavras, imagens, textos e melodias. Apesar de darmos pouca importância a isso, é na subliminaridade dos nossos processos inconscientes que fazemos nossas escolhas mais importantes. Quanto mais entretidos andarmos, menos conscientes que é por nossas mentes que as maiores e mais caras guerras da história estão sendo travadas nesse exato momento.

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O dom de comunicar

Comunicar-se bem é fazer-se entender. É saber tocar em assuntos complicados com simplicidade. Técnica, linguagem, estética, plástica, ritmo… não passam de ferramentas coadjuvantes na tentativa de facilitar as coisas. Em tempos de redes sociais, torna-se fundamental para quem pretende comunicar, ter o que dizer. Mais do que nunca, entre nós, o importante é o conteúdo e nessa perspectiva todos somos comunicadores.

Um programa realmente diferente

Certa noite sonhei com um programa de rádio. Estranho porque eu tinha acabado de me mudar de São Paulo e uma das razões era a vontade de dar um tempo “da latinha”.  Mas no tal sonho, o programa tinha nome, vinheta, musicas, tudo… Acordei, registrei em um caderninho e voltei para dormir.

Não muito tempo depois meus caminhos se cruzaram com o diretor de uma rádio em Portugal, o Francisco Violante, e esse encontro culminou com a realização daquele sonho de noites atrás.

Já faz quase dois anos que o Bem Brasil está no ar em Portugal e o que mais me motiva é que nele tenho a possibilidade de apresentar e produzir um programa realmente diferente, conectado com os rumos que tenho dado aos meus caminhos.

Isso porque , cada vez mais, tenho investido na possibilidade de agregar, ajudar as pessoas a se enxergarem e reconectarem consigo mesmas.  Acho que uma das razões de as vezes questionar até que ponto devo permanecer no rádio é justamente a falta de espaço para isso.  Mas o Bem Brasil segue na contra mão (em todos os sentidos) e me ajuda a fazer o que gosto, do jeito que acredito.

O programa vai melhorar, quero me dedicar mais a ele, conteúdos novos surgirão, mas , de qualquer jeito, quero começar a compartilha-lo contigo.

Clique no link abaixo e permita que nos próximos minutos viajemos juntos.  Espero que goste.

Boa viagem !

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A informação e a realidade

Não sou de assitir TV.  Prefiro um livro, uma música, um tempo em silêncio.

Aliás, sinto que somos cada vez mais avessos ao silêncio. Vivemos mergulhados nos ruidos. São vozes que saem de todos os cantos, induzindo, vendendo, arregimentando a multidão que cresce em adeptos da pseudo cultura da informação.

Ontem a noite resolvi assistir um pouco de Globo News. Violência no Rio, agressão na Paulista, médico preso por estupro e assim por diante.  Desliguei em poucos minutos pensando nas milhares de pessoas que, sentadas em suas salas, se alimentam desse tipo de informação.

“Mas é a realidade”- argumentam alguns. Sim, em parte. Mas o que geralmente se faz é transformar a “realidade” em pauta, e depois aquilo vira show que vende anuncios em revistas, TVs, rádios, jornais e movimenta um camnhão de dinheiro. Quanto mais show melhor. Quanto mais entretenimento aquilo virar, mais dinheiro trará.

O medo hipnotiza e a sensação de que “devo conhecer a realidade” deixa um monte de gente grudada no sofá, olhos atentos e coração a mil , absorvendo aquela “realidade” da TV.

Realidade é o que você constrói. Nada é mais real do que aquilo que você se propõe a ser.

Quem enche sua mente do mal, fará isso com seu coração. Quem olha para o mal a partir do bem que se instalou no coração, saberá o que fazer. Percebe ?

Mas isso só fica claro no silêncio. Não me refiro necessáriamente ao ambiente externo, mas principalmente aquele que habita as mentes e corações. Aquele que se aquieta consegue ouvir a própria consciencia. Quem não se expõe aos ruidos diarios, aprende a se reconhecer e entende que, ainda que a “realidade” seja dificil, tudo muda quando mudo o olhar.

É uma decisão, um passo, um caminhar de quem não se deixa levar pelo fluxo da “informação” que só entrete e amedronta e, no fim das contas, dificulta o olhar para o que de fato é real e, antes das favelas do Rio, agressões em SP ou o que quer que seja noticia, mora dentro de mim.

Pense nisso.

Vozes que não ouvimos.

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Que tipo de vozes você ouve ?

Como sua mente processa as informações que chegam de todos os lados ?

Você consegue sentir que nem tudo o que nos dizem se encaixa ?

Às vezes, diante de tantas vozes, é preciso ouvir aquelas que não chegam até nós. São vozes sem espaço, silenciadas por uma estrutura de interesses que tentam moldar pensamentos e adequá-los a propósitos desconhecidos da maioria.

Nem tudo o que você vê, é o que parece.

Nem todas as informações que chegam até você representam o que de fato acontece.

Acreditamos que o mundo é somente o que nos chega aos olhos e ouvidos e, baseados nessas informações, determinamos nossas impressões.

E se as coisas não forem exatamente como você pensa ?

Existem histórias formadas a partir de conexões que a maioria nunca terá acesso e que, no entanto, são fundamentais para que possamos entender de verdade porque o mundo é como é.

Tendemos a interpretar o que nos acomete a partir de um pólo : de um lado os bons, do outro os maus.  Assim é mais fácil nos desviarmos do centro dos problemas.

Melhor para todos, a não ser para quem sofre a consequência dessa polarização que lhes tira a voz e, muitas vezes, o direito a vida.

Você sabe porque pensa como pensa ? Em algum momento já questionou em que baseia suas referências e que tipo de fonte alimenta suas impressões ?

Nunca é fácil repensar valores e são poucos os que se propõe a reavaliar posicionamentos legitimados pela maioria, mas insisto : e se nem tudo o que lhe parece inquestionável for exatamente como parece ?

Isso pode representar caminhar na contra mão, fugir do convencional, romper com determinadas regras e virar alvo de criticas ácidas, mas o que vale mais : viver no conforto cômodo quase unânime da maioria que prefere se entreter ao invés de pensar, ou formar suas referências partindo do conhecimento que é fruto da consciência ?

Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

Abra a mente, desimpeça os olhos e veja além.

Ouça as vozes da maioria silenciada, talvez eles tenham algo a nos ensinar.

Talvez você não tenha tempo para ver esse vídeo agora. Mas, se puder, reserve uma hora e meia do seu tempo e volte aqui para assisti-lo. Vai valer a pena.

Em tempo de comunicação.

Nossa super exposição a mídia tende a gerar resistência a tudo o que tem cara de “comercial”.

É por isso que publicitários pensam cada vez mais em novas linguagens, tentando surpreender o consumidor. 

 cqcNa TV inserções são atreladas a arte, como no CQC, por exemplo. No rádio, o medo de mudar insiste na velha fórmula do spot de 30″ ou 15″ no meio de um breck. 

Pessoalmente acredito que, com o tempo, a tendência será de que as mídias, sejam os próprios consumidores.

A medida em que a tecnologia avança, novas possibilidades e, com elas, obrigatóriamente a necessidade de repensarmos a fórmula publicitária.

Um exemplo disso é a internet que já tem seus próprios cases, explorando o interesse de consumidores através da interatividade.

Hoje saiu no G1 a notícia de que foi apresentado em Las Vegas um “monitor para vestir” (foto), que pode ser usado para exibir publicidade. 016269594-exh002

Não sei se a moda vai pegar, mas de qualquer maneira, não pude deixar de me lembrar daqueles senhores no centro de SP com placa amarrada no corpo anunciando empregos ou qualquer outra coisa.

Parece que, por mais que a gente evolua, de um jeito ou de outro acabamos voltando sempre para o mesmo ponto.

Se um dia o “boca a boca” foi substituido pela comunicação de massa, parece que, ainda que com a ajuda da tecnologia, o caminho será o “testemunhal” individual, a interatividade combinada com a possibilidade do consumidor experimentar o objeto da venda. De certa forma, a volta do boca a boca. Ainda que seja através de um monitor pendurado no pescoço.

Para quem trabalha com mídia, mais do que nunca, olhos abertos e atenção nas pessoas.

É daí que virão os novos caminhos.