Entrevistas

Programa do Jô:

Parte 1/2

Parte 2/2

Todo Seu com Ronnie Von:

Parte 1/2

Parte 2/2

Programa Falando com Tânia Carvalho (RBS)

Parte 1/1

Parte 2/2

Rádio Pampa

Link: http://flaviosiqueira.podomatic.com/entry/eg/2009-09-09T16_00_50-07_00

Alunos da Universidade Metodista

Dada a alunos de comunicação da Universidade Metodista, São Bernardo do Campo, SP.

Você é um dos radialistas mais importantes do FM paulistano, como partiu para o mundo virtual ?

 

Na realidade não foi uma substituição – do rádio para o virtual – apenas descobri na internet mais uma ferramenta para me comunicar. Quando resolvi sair de São Paulo e me mudar para Porto Alegre, procurei uma maneira de dar satisfação aos meus ouvintes e o blog parecia a mais adequada. Com o tempo passei a escrever mais, postar textos, videos e a frequência aumentou bastante. Percebi que tinha em mãos a oportunidade para , de fato, conversar com as pessoas estimulando um espaço para reflexão.

Sua versatilidade é reconhecida por todos, depois de trabalhar em diversos estilos de rádio, como tem sido essa nova experiência ?

Como radialista, já trabalhei em praticamente todos os estilos de rádio. Depois que saí da Bandeirantes, senti que nada mais parecia desafiador. Era hora de fazer outras coisas. Me mudar de São Paulo era uma maneira de me obrigar a seguir novos caminhos e experimentar outras maneiras de me comunicar. Não abri mão do rádio, continuo trabalhando para ele, mas agora me joguei de vez no que acredito ser um novo caminho. Apesar de o fenômeno dos blogs não ser tão recente, tenho nele trabalhado em outras propostas além do post , copia-cola. Além dos textos que escrevo, criei alguns videos de inspiração. Neles acrescento imagens, musica, palavras ou a minha voz ( ou até a do meu filho) em textos escritos por mim. O resultado é muito bacana. A idéia é fazer com que, quem acessa o blog, tenha , no trabalho, casa, lan, ou em qualquer lugar a chance de, em poucos minutos, captar algo que lhe inspire. Acho que no nosso dia a dia, a inspiração pode vir das pequenas coisas, e essa pode ser uma das maneiras.

Como teve essa ideia ?

Acho que a ideia sempre existiu. Não exatamente dessa maneira mas, antes mesmo do rádio, me lembro de sentir claramente que, se eu tinha algum dom para comunicar, que fosse usado para o bem e não simplesmente para vender esse ou aquele produto.

De certa forma, sempre me pautei nisso pelas rádios que passava, mas no blog obviamente tenho encontrado mais liberdade.

Agora, especificamente falando sobre a ideia do formato do blog, digamos que foi nascendo em mim a partir da crença de que, se existem milhares de maneiras de dizer a mesma coisa, porque não escolher formas melhores, novas e eficientes ? A partir disso adicionei a forma convencional de postar textos a uma outra linguagem, mais criativa carregada de inspiração.

Como é seu processo de criação ?

Não tenho fórmulas específicas.

Acho que no dia a dia, lidando com situações cotidianas, temos muito mais elementos para nos inspirarmos do que imaginamos.

Falo muito sobre isso no blog.

Não preciso de lugares ou ambientes especiais porque acredito que a inspiração já está em mim. É só olhar para dentro, ver o que encontro e falar da maneira mais descomplicada que eu conseguir.

Para mim, comunicar é isso, é ter sensibilidade para ler a vida, aprendendo com o dia a dia e a capacidade para traduzir o que sente, seja em fala ou escrita, de forma acessivel.

Você acredita que existe espaço fora da blogosfera para iniciativas como a sua ?

Ler, ouvir ou ver o que faz bem, tem espaço em qualquer ambiente, inclusive no virtual. Se você fizer um exercicio de procurar, seja no rádio, tv ou internet algo que te faça sentir melhor, terá dificuldades. Se você se incomoda com o que lhe vendem como verdade absoluta e busca espaço para pensar e tirar suas próprias conclusões, contará com pouco espaço nos meios de comunicação. Mesmo aqueles que, em principio, se propõe a estimular ambientes de reflexão, muitas vezes o fazem por outros interesses, o que por si já é ruim a medida em que lhe tira a independencia.

De um jeito ou de outro, acho que iniciativas como a minha já existem em todos os meios de comunicação mas, acho que ainda é mais fácil quando, por conta da liberdade que produz, o uso da internet, especificamente dos blogs.

Como vê o futuro dos blogs ?

Não só os blogs, mas acredito que a quantidade de possibilidades que a internet dá, proporciona a quem acessa muito mais do que qualquer outro veículo de comunicação.

Isso tem preocupado muita gente em veículos tradicionais que procuram criar produtos geradores de conteúdo na web vinculados as suas marcas.

Se no primeiro momento isso abre outras possibilidades de mercado, obriga as empresas a repensarem seu posicionamento a medida que, quem navega pela internet, está a procura de bons conteúdos (sejam eles quais forem) e não necessáriamente por fidelidade a qualquer marca.

Isso abre o leque para quem tem o que falar e, acredito que a médio prazo, destacará entre milhares de sites e blogs quem realmente tem algo a acrescentar.

Você considera que tem quebrado paradigmas ?

 

Não só eu, mas todos os que entendem que a possibilidade de se comunicar com muita gente pressupõe responsabilidade. Para cada palavra que falo ou escrevo, tem olhos e ouvidos atentos que receberão aquilo e irão guardar em algum lugar dentro do coração. Boas palavras são como boas sementes que, de um jeito ou outro, produzirão frutos que ajudarão as pessoas a melhorarem. A falta de responsabilidade com o que digo, pode causar estragos a medida em que más sementes apodrecem e adoecem a alma.

Se quando falamos tem sempre alguem ouvindo, nossas atitudes também comunicam e causam impacto nas pessoas e no mundo.

Acho que é só olhar ao redor e ver os estragos que uma palavra mal colocada pode causar.

Portanto não acredito que eu esteja quebrando pardigmas não. Acho que sou mais um que entendeu que sou responsável pelo que digo e, se tenho algo a dizer, porque não ?

Para finalizar um recado a quem te le, ouve e para quem tem buscado novos caminhos para se comunicar.

 

Antes de tudo, comunicação é relacionamento. Seja através de palavras, imagens, sons, música, dança ou silêncio. O silêncio também comunica. Se vivemos na era da informação onde todos tem acesso a tudos, é preciso sabedoria para reter o que é bom e discernir o espirito das coisas.

Mais do que acreditar em simbolos, marcas ou esteriótipos, precisamos entender o que tem por trás de cada movimento sabendo que, quem sabe o que quer, dificilmente é enganado.

Procure se alimentar do que te faz bem. Leias bons livros, veja bons filmes, esteja com quem gosta, dedique mais tempo a si mesmo e acredite que você pode se reinventar sempre.

Cuide de sim mesmo.

É no caminho, sabendo que não posso parar, que me contextualizo com a vida e me reconheço como agente de transformação para o bem. A partir daí, comunico escrevendo, falando, conversando, andando, me relacionando ou de qualquer outra maneira que me permita ser eu mesmo, mesmo quando tudo o que querem é que você vire mais um.

Somente seja você que , naturalmente, tudo em você comunicará.

Com o crescimento do acesso a informação, as pessoas ficam mais criticas de tal forma que, para que a comunicação seja eficaz, deve ser verdadeira.

Se quer ser relevante, seja verdadeiro contigo e com o mundo e não se esqueça que a mensagem é você.

Aí sim, as pessoas prestarão atenção.

Para o portal http://www.tudoradio.com

Entrevista que dei no começo do mês para o Daniel Stark do portal Tudo Rádio.com. Para quem não leu, segue na integra.

Flávio, como definir essa sua passagem pela SulAmérica Trânsito? O que você considera de mais importante nessa trajetória pelos 92.1 FM?

Desde o primeiro dia trabalhar na primeira rádio exclusivamente voltada para o transito em FM foi um baita desafio.Naquele momento tinha gente receosa em relação a viabilidade de uma rádio monotemática.Mas quem vive em SP sabe muito bem que transito é mais do que um “tema”, mas envolve o tempo,saúde, segurança, dinheiro, trabalho, relacionamentos. Ficar parado no carro sem saber quando vai andar, representa muito na vida dos paulistanos. O desafio era: como transformar essa necessidade em um produto e , que esse produto, se tornasse atraente para quem ouve.Diante desse desafio é que trabalhei para dar minha contribuição a equipe e trazer para o “news” a “comunicação”, o cuidado com a plástica, o conceito da prestação de serviço imediata. Deu certo. Cada dia trazia o grande desafio de satisfazer a necessidade do ouvinte sem deixar a rádio chata. Diante disso, fica dificil eleger um ponto mais importante nessa trajetória, no entanto, acredito que situações onde ouvintes realmente com problemas no transito relativo alivio e demonstravam gratidão, traduziam toda importância e ineditismo do trabalho.

Muitos acreditam que a SulAmérica foi uma espécie de revolução do FM,demonstrando a força da segmentação do rádio paulistano.. Você concorda com essa idéia ou acredita que a rádio estaria em outro patamar?

Acho que foi e ainda é uma revolução para todos que precisam dela e, com sensação de abandono em relação ao poder público, encontram na prestação desserviço do rádio, a possibilidade de se manifestarem e receberem ajuda. Já vivi momentos como o de poder salvar a vida de um ouvinte que , ao vivo comigo, pedia ajuda pra chegar ao hospital. Mobilizei a produção , os ouvintes se engajaram,e lhe acompanhei , ora falando com ele no ar, ora ligando pra ele, praticamente até chegar ao hospital.Tudo ao vivo. Hoje esse ouvinte é amigo e está bem, felizmente. Já recebi na Band uma família grata pois ficaram na última enchente da cidade presos no carro com seus filhos pequenos sem poderem sair. Foi na rádio que encontraram ajuda. Nessa noite da enchente, por conta própria, só saí do ar quando a água abaixou – por volta das 3 da manhã- e isso nunca foi um problema lá dentro. A direção sempre me deu liberdade para tomar no ar atitudes que julgava conveniente, como nessa vez em que estiquei a programação até o meio da madrugada.Situações como essas eram quase diárias e , a grande recompensa, era a chance de me colocar como respaldo pra quem sintonizava a rádio.Vejo aí um grande exemplo de até onde o rádio pode ir. Do quanto as pessoas ainda buscam apoio no veículo e do quanto, de maneira geral, estamos o usando mal.

Você acredita que esse tipo de programação executada pela SulAmérica tem um bom espaço em São Paulo? Dá para obter retorno com uma rádio nesse formato?

Acredito. Estamos vivendo uma fase importantíssima na comunicação. Rapidamente as mídias estão mudando. Tem muita gente que já deixou o rádio de lado para buscar outro tipo de conteúdo na internet. Pela web tenho acesso a música e conteúdo direcionado as minhas preferências que o rádio não tem. No entanto o que barra essa migração de mídia – do rádio para net- é o fato de que nem todos tem acesso. No entanto, as estatísticas apontam que esse numero está mudando, até porque a tecnologia ajudará para que, em poucos anos, todos possam , por exemplo, acessar uma rádio web de dentro do seu carro, do celular ou de qualquer lugar. Quando isso acontecer, o leque de opções aumentará absurdamente e só com a segmentação será possível sobreviver.. Note que não me refiro ao “fim do rádio”, até porque o conteúdo característico do rádio sempre será aceito, mas o que estamos vivendo é uma mudança gradual de mídia e, com isso, convivendo com os reflexos que essa mudança invariavelmente traz no produto final. As rádios já perceberam essa tendência e,sabendo que a musica deixou de ser o único diferencial buscam conteúdo. Aí esbarramos em outro problema que é o medo de arriscar, a falta de recursos ou de gente especializada nisso e a falta de grana.Cria-se um dilema que é : sei que preciso disponibilizar conteúdo na minha rádio , mas por outro lado não sei que tipo de conteúdo e não tenho dinheiro para investir.Diante desse dilema, muitas vezes os diretores apelam para conteúdos tradicionais, como boletins informativos, curiosidade sobre bandas, games ou qualquer outro tipo de ferramenta muitas vezes sem levar em consideração que as pessoas já tem acesso a esse tipo de conteúdo, em outras fontes como a internet por exemplo. Vira uma competição desnecessária. Por isso eu acredito que, mais do que nunca, no fim das contas o grande diferencial de cada rádio está nas pessoas que trabalham lá.O que elas são e como conseguem transmitir isso no ar com espontaneidade e criatividade. Só acredito em fórmulas que incluam entre os ingredientes gente. Que não imbecilize o ouvinte e não acredite em dogmas. Quando você consegue sintetizar isso em uma marca, cria um conceito e aí as pessoas passam a se identificar e gostar de você.Voltando pra sua pergunta, acredito que, levando esses princípios em consideração, qualquer tipo de programação pode dar certo em qualquer lugar.

Deve ser complicado segurar uma faixa de horário inteira mantendo no ar o mesmo assunto, acionando repórteres, ouvintes… qual foi a maior dificuldade enfrentada por você na SulAmérica?

Quando você fica cinco horas falando sem parar, sem tocar musicas e basicamente improvisando é que se dá conta do tamanho do desafio.Não dava pra tomar água, ir ao banheiro, atender telefone ou qualquer coisa que levasse mais de 1 minuto. ( tempo dos breaks da rádio)Se, por um lado, isso gera efeitos colaterais como sonhar com transito todas as noites, perder a voz, e cansaço, por outro lhe dá a grande oportunidade de exercitar itens fundamentais para o radialista como improviso e a capacidade de comunicar sem ser cansativo.O segredo era me obrigar a manter a concentração e cobrar os coordenadores de estúdio a se envolverem ao máximo me dando respaldo.Foi um grande desafio mas que valeu muito a pena!

Sabemos que a profissão de radialista é puxada e existem muitas dificuldades em qualquer rádio em relação ao tempo ou volume de trabalho. Na SulAmérica é mais complicado? Existe alguma grande diferença nesse aspecto entre uma “all news” e uma FM musical?

Talvez o maior desafio na Sul America seja pelo fato de você estar no ar durante muitas horas prestando serviço sem parar. Eu falava com centenas de ouvintes diariamente no ar, sem nenhum tipo de roteiro ou direcionamento em relação ao rumo do papo.Alem do mais, falar sobre o transito da cidade, linkando informações da CET, repórteres e ouvintes e sabendo que em poucos minutos tudo já estava diferente era desafiador.Você tinha que estar pronto pra responder perguntas que não sabia como caminhos de ruas que desconheço, ou situações absurdas como ouvintes reclamando que viu a repórter entrar na rua sem dar seta.Isso requer um nível de concentração e preparo que uma rádio musical não te exige.

Existe espaços para outras “SulAméricas” no Brasil ou só São Paulo pode absorver uma rádio com esse formato?

Acho que existe sim. Talvez em outros lugares o ritmo seria diferente, talvez fosse necessário agregar outros recursos, mas acho plenamente viável já que na Sul America ficou provado – e eu insistia muito nisso desde o começo- que quando você agrega humanidade ao produto, seja ele qual for, as pessoas se interessam e querem ouvir.

Você não faz mais parte da equipe da SulAmérica Trânsito e o Tudo Rádio.com soube que está de malas prontas para Porto Alegre. Qual o motivo dessa mudança de cidade?

Não faço parte da equipe Sul America transito desde o começo de junho. Trabalhar lá foi maravilhoso. Conheci muita gente do bem e aprendi demais ! Tive grande reconhecimento por parte dos ouvinte e do mercado que sinceramente eu não esperava. Colegas de rádios concorrentes viraram fonte de informações de transito mandando torpedos no meu celular e depois ligavam agradecendo a prestação de serviço. Ouvintes iam na rádio levar presentes e, emocionados, organizavam festas e encontros. Foi uma experiência fantástica e sou grato pelo tempo que fiquei lá. Só que , como em toda a relação, chega uma hora em que é necessário cada um seguir seu caminho e, no caso da rádio,também foi assim. Eu precisava de novos ares, de outros desafios e aí que entra Porto Alegre. Gosto muito de lá e, desde 2004 tenho pensado em me mudar. Em 2007 quase fui e, deixei de lado a idéia para fazer parte da equipe da Sul America. Agora que saí, vejo um bom momento para ir.Adoro o rádio de SP, trabalhei em várias e tenho muitos amigos, mas acho que preciso de outros desafios.Vou aliar o prazer de estar em uma cidade que me faz bem com o desafio de praticamente recomeçar no rádio ja que estou indo pra lá sem ter fechado com ninguém.

Quais são seus projetos futuros? É verdade que houve interesse de uma grande emissora de SP para ter você na equipe? Porque a recusa?

Fui honrado com o convite e cheguei a aceitar. Mas fiquei inquieto por não ser o que eu queria no momento. Ser locutor de rádio em SP já fui em todas as emissoras que quis.Entendo que, como em qualquer profissão, chega uma hora em que você deve caminhar, arriscar, abrir mão de algumas coisas em busca de outras possibilidades. Sair da Band e ir para outra rádio era mais fácil,mas preciso de desafios.Depois de participar da elaboração de uma rádio revolucionária como a transito, eu tinha que continuar caminhando e hoje vejo mais desafios indo pro Sul do que ficando em SP.Lá vou inaugurar, no segundo semestre desse ano,uma escola de rádio em Porto Alegre. Quero compartilhar com eles o que vivi ao longo de dezessete anos entre as principais emissoras nacionais e sei que o povo de lá gosta muito de rádio. Também estou investindo em uma produtora de idéias. Não só pra gravar vinhetas,spots e programas (também, claro!) mas ajudar as rádios e clientes (empresas, agencias) com ares novos dando conteúdo diferenciado, que valorize as pessoas, que tenha um toque de humanidade.Que saia daquela de somente informações sobre política e policia, mas produza material do bem, pro bem de quem ouve e veicula. Estou conversando com psicólogos, sociólogos, cientistas políticos, jornalistas, atores, radialistas, professores universitários e gente que entende que os ouvintes estão cansados do mesmo e querem conteúdo que alimente a mente também.Como estou usando a net como ferramenta, posso estar em qualquer lugar do Brasil ou do mundo.Como meio de deixar o povo informado e pra mantermos contato inaugurei um blog: <https://flaviosiqueira.wordpress.com/. Lá pretendo escrever sobre pensamentos, rádio, política, filosofia e , sobretudo, interagir com quem gosta de mim. Tem muita gente entrando no blog e as coisas por lá tem tomado um rumo maravilhoso.

Existe a possibilidade de acompanharmos novamente o Flávio Siqueira no rádio, mas agora em Porto Alegre?

Ainda não fechei com nenhuma rádio no Sul. Devo chegar em Porto Alegre nos próximos dias e, então,vou conversar com o povo.

Como foi e quanto tempo durou seus trabalhos pela rede popular do Grupo Bandeirantes, a Band FM?

Quando aceitei o convite do Biasi e do Betinho para trabalhar na Band fiquei muito feliz.Eu ja tinha feito muitos estilos de rádio, mas faltava o popular. A Band FM é uma grande rádio, cheia de grandes profissionais e vi a oportunidade de aprender.Foi o que aconteceu. Gente como Amorim Filho, Marcelo Siqueira e tantos outros me ensinaram demais e lá aprendi a falar com gente que eu não tive acesso nas outras rádios. Meu último trabalho na Band FM foi o Love Songs, o que particularmente representou um sonho, ja que , quando adolescente, eu ouvia o Love na rádio Cidade. Fiquei por lá um ano e meio e saí pra me dedicar a Sul América Transito. No entanto, pouco depois da saída, fui surpreendido pelo convite do Carboni para trabalhar na rádio Bandeirantes AM.Lá eu fazia as folgas dos jornais Primeira hora, Três tempos e jornal da hora. Foi uma experiência sensacional ! Trabalhar ao lado de gente como Zé Paulo de Andrade, Salomão Esper, Zé Nello, Zaidam, Dede Gomes, Carboni e tantos outros é mais do que eu imaginei. Saí da Bandeirantes AM junto com a Sul América honrado por ter estado com profissionais como esses. Aprendi muito la!Depois, já com meu amigo Gustavo Oliveira, tive a chance de voltar pra Band FM, mas como estava em outras duas rádios do grupo, infelizmente não deu. Mas na Band FM só tenho amigos e torço muito pelo trabalho deles!

Agora uma pergunta complicada, creio eu… Transamérica, Jovem Pan 2… são muitas rádios na sua vida. Qual dessas fases você lembra com mais carinho e porque? E qual foi a fase mais complicada e os motivos que levaram você a achar isso?

Lembro de todas com muito carinho ! Em todas vivi momentos especialíssimos e , no caso das duas que você citou, trabalhei mais de uma vez. Além da Transamérica e Jovem Pan, na Imprensa, 89, Musical, Metropolitana, 97, Clip, Nova Brasil, Band FM, Bandeirantes AM, Sul America…em cada uma várias lições. Tenho amigos em praticamente todas as rádios do dial de SP e , se em algum momento aconteceram situações difíceis, foram superadas pelas boas.Mas pra não ficar em cima do muro, acho que a fase mais difícil é sempre o inicio. Quando ninguém te conhece e você tem poucas oportunidades. Nessa fase a grana é curta e dormir na rádio não é raro.

Voltará algum dia para São Paulo?

Não to indo pra Porto Alegre pensando em voltar.  É claro que vou em busca de outros desafios e, se não der certo, não terei problemas em ligar pra algum amigo e voltar pra alguma rádio até porque, felizmente, as portas estão abertas na maioria. Mas pra quem é de São Paulo e gosta de mim não ficar triste, estou negociando com algumas rádios um programa gravado em Porto Alegre e veiculado em São Paulo. Vamos ver se vira. Também tem a possibilidade de um programa de TV em emissora nacional. É uma oportunidade que tinha pintando antes da Sul America Transito, não deu certo e coincidentemente,no dia da minha saída da rádio, pintou de novo. Estamos conversando, mas é possível que eu esteja nas telinhas também. Agora minha maior preocupação é como preparar o chimarrão e gostaria que os gaúchos que estão lendo essa entrevista me dessem dicas…rs

Falando em voltar, parece que os leitores do Tudo Rádio.com terão novidades. Você pretende reforçar a equipe do portal. O que os “radionautas” podem esperar de seu retorno como colunista do Tudo Rádio?

Escrever no Tudo Radio sempre foi muito gratificante. É impressionante a penetração que o site tem entre os profissionais de todo o país, através das colunas que eu escrevia aqui, conheci radialistas e ouvintes do mundo inteiro.Por questões éticas, enquanto estive na Band preferi me distanciar do portal como colunista. Deixo claro que a Band nunca me impediu de nada, mas era uma questão pessoal. Agora não vejo impedimentos.A idéia é voltar com as reflexões sobre o meio e entrevistas com gente que pode agregar, alem de manter aqui uma grande possibilidade de interação com quem lê o site e depois me manda e-mails. Acho que nosso meio precisa de gente que gosta de pensar, de discutir novos caminhos, de debater sobre o rádio, seus acertos e erros.

Flávio, para encerrarmos a entrevista, mande um recado geral para quem está acompanhando o Tudo Radio, ou seja, considerações finais sobre seu trabalho, possíveis lembretes e mais uma pitada de projetos futuros. Fique a vontade que o espaço é seu.

Quero lembrar aos profissionais que estamos vivendo momento de definições. Nós somos o rádio e o rádio será no futuro, aquilo que nós pretendemos ser. Se o tempo é implacável, temos que entende-lo e nos adaptarmos as mudanças que ele impõe.Naquilo que falamos, no conceito de rádio que visualizamos, na maneira em que nos inserimos nessa nova realidade.Como em toda profissão, na nossa, o risco é necessário.Sair da zona de conforto, abrir mão de velhos conceitos, aprender com o passado tendo coragem de mudar; tudo isso é fundamental.São os ouvintes quem fazem a seleção e o mercado quem, no fim das contas, regulará quem serve e quem não serve.Tem espaço pra todo mundo, porém os melhores espaços,estão reservados para os que se preocupam com os detalhes, e se colocam na condição de seu próprio chefe por cobrar sempre mais de si mesmo. Procure ler, se informar,valorize a sabedoria, aprenda a ouvir e decodifique informação em tudo; nas pessoas na rua, nos amigos, natureza..em tudo! Mas saiba que,quanto mais você aprende, mais desconforto sentirá na medida em que for obrigado a lidar com gente conformada ou que se apequena diante dos desafios sem aceitar mudanças. Quando for assim, saiba que você terá duas opções : ou se adequai, ou vá embora e se arrisque.No rádio ou em qualquer lugar, sempre tem espaço para quem sabe que as diferenças estão nos detalhes e na incapacidade em ser mais um.Aprenda a lidar com gente e consigo mesmo, não se isole e nunca se sinta injustiçado. Mude o que não te contenta e saiba perceber quando é hora de ir embora.Aproveite as oportunidades que virão e seja grato.Quando é assim, a vida se preenche de sentido e, mesmo as dificuldades,contribuirão pra que você seja uma pessoa e,conseqüentemente, um profissional melhor.

Fique a vontade para escrever:

blogdoflaviosiqueira@yahoo.com.br

Entrevista para Adriano Max DJ Radio. Parte 1

Parte 2

 

Portal Making of- http://www.revistamakingof.com.br/27,44904-jornalista-fl%C3%A1vio-siqueira-lan%C3%A7a-novo-livro-confira.htm

Jornalista Flávio Siqueira lança novo livro; confira entrevista

“Primeiro uma música suave. Como o sol que se põe sem que a gente perceba ou a Terra que gira pelo espaço sem nos dar tontura, um som rasgou o silêncio. Veio aos poucos, embalando o sonho, fazendo-se perceber sem pressa, dando consistência ao vazio, alterando o ritmo do mundo sem cores e confuso que lentamente ia ficando lá atrás. Quando o ritmo muda, muda tudo. Tons agudos, quase sem melodia. O caminho de volta à consciência anunciando que o sono acabou. Seis e meia. Ainda ao som do despertador, Ed se arrasta para fora da cama, lutando para reorganizar os pensamentos.” “O Éden – A surpreendente jornada de um homem em direção à Deus e a si mesmo” é o novo romance da Editora Cia dos Livros, escrito de uma forma leve e romântica por Flávio Siqueira. Este livro de ficção conta a história do aviador Ed Mingot que vive a crise da recente separação que o distanciou de Gabriel, seu filho de 5 anos. Tudo piora quando recebe a notícia de um grave acidente, colocando o menino na UTI entre a vida e a morte. Vivendo entre a culpa e um profundo vazio, inesperadamente Ed inicia uma comovente jornada pelo jardim chamado ÉDEN onde Anjo, um misterioso anfitrião, o acolherá revelando fatos importantes de sua própria história. (Ficha Técnica: Livro: O Éden; Autor: Flavio Siqueira; Editora: Cia dos Livros; Paginas: 288; Preço Sugerido: R$ 39,90)

Entrevista com o autor

Prezado Flávio, o que o levou a escrever seu primeiro livro de ficção?

Flávio Siqueira: Depois da experiência de lançar meu primeiro livro, o “Dez histórias e algo mais”, senti que precisava de outros recursos para contar a história de Ed Mingot. Adicionei muita coisa pessoal, muitos cenários, viagens humanas, psicológicas e existenciais que, a meu ver, caberiam melhor em uma ficção que me daria liberdade para compor algo com mais densidade e clareza.  Além do mais acredito que o vinculo entre o leitor e a história aumenta a medida que ele consegue contextualiza-la com seu momento de vida, com situações do seu próprio dia a dia, inclusive utilizando-se dos recursos históricos e ambientais que são abundantes no livro.

Nele, Ed Mingot, o personagem principal vive nos dias atuais onde as pressões do cotidiano, muitas vezes, nos distanciam de nossos próximos e, para alguns, de uma busca espiritual. Podemos dizer que esta situação é um mal de nosso tempo e que, apenas em situações extremas paramos para avaliar nossos valores?

Flávio Siqueira: Não acho que seja só do nosso tempo. É claro que a correria e as pressões do dia a dia influenciam para que assumamos essa posição natural de simplesmente nos deixar embalar pelo fluxo da media, aceitando o que a maioria convencionou como sendo bom. Vejo isso como uma condição humana que, em muitos casos, só muda quando algo extremo acontece. Isso está presente em todas as áreas da sociedade, inclusive nas ligadas a religiosidade. A percepção de que é assim nos leva para a encruzilhada onde devemos decidir se continuaremos no fluxo da média ou nos submeteremos a constantes e eternas reavaliações pessoais de valores e prioridades. Ed precisou desse choque para perceber que existiam muito mais sujeiras varridas para baixo do tapete do que gostaria de admitir.

Enquanto você construía a história, o que mais te sensibilizou e o fez repensar sua própria vida?

Flávio Siqueira: Escrever um livro como O Éden é um presente, especialmente porque seria impossível faze-lo sem se entregar a mesma viagem do personagem. Para construir os diálogos e conectar as questões de Ed e as respostas do Anjo com as mesmas questões que porventura habitam o coração e a mente dos leitores, tive que fuçar minha alma e cavar o mais fundo que pude em minhas próprias questões. Lá encontrei ambiguidades, relativizações que precisavam de curas e respostas, assim como Ed. De um jeito ou outro a busca dele foi a minha também, assim como a cura que ele encontrou foi a mesma que me curou.

Em que parte da história você acredita que os leitores ficarão mais emocionados?

Flávio Siqueira: É muito difícil para um autor, especialmente em se tratando de uma obra tão humana, destacar uma parte mais emocionante, ainda mais nesse caso onde inclui alguns elementos de minha própria história. Há muitas, situações, cenários, questões, medos, culpas e desfechos que podem perfeitamente ser aplicados a inúmeros contextos, de modo que acredito que cada leitor se identificará a parte que lhe couber. No entanto, o poder desse livro ficou mais claro a medida que ouvia relatos de leitores que realmente se abalaram com a história e me contavam com muita emoção o quanto determinado trecho lhe tocou. No fim das contas tudo o que quero é que cada leitor se encontre na jornada de Ed e, nela, identifique suas próprias questões e encontre as respostas necessárias.

Qual a mensagem você gostaria de passar aos leitores?

Flávio Siqueira: Olha, uma das coisas que faço questão de deixar claro é que tudo o que nos rodeia, as pessoas, situações, ambientes e históricos, refletem aquilo que somos e não necessariamente o que queremos.  Nos denunciamos o tempo todo em nossas escolhas, especialmente no significado que damos para cada coisa que acontece.  Portanto, toda construção existencial deve acontecer de dentro para fora, partindo da consciência de nossa própria relatividade humana que nos remete a necessidade de vínculos mais consistentes e verdadeiros.  Se cada leitor entender que é desse chão que deve partir suas relações, inclusive com Deus, ficarei plenamente realizado.

Embora seu livro anterior “Dez Histórias”, esteja baseado em fatos reais, a valorização da vida e a exposição do ser humano diante de limites, de tragédias, estão presentes nos dois livros. Qual a ligação literária entre os dois?

Flávio Siqueira: Os dois são reflexos daquilo que sou. Cada um a sua maneira, usando seus próprios recursos, contando suas próprias histórias, porém nascidos a partir do mesmo coração que sempre faz questão de deixar vazar no que faz aquilo que é. O Dez Histórias está ligado a um tempo específico de minha vida. Foi quando decidi sair de São Paulo em busca de novos caminhos profissionais e pessoais. Ainda estava sob o impacto de uma intensa experiência humana como âncora e repórter de uma rádio especializada em trânsito. O Éden reflete outro momento, onde já trilhando por novos caminhos, buscava respostas que conectassem as diferentes fases e me mostrasse o sentido de tantas experiências que estava vivenciando. Apesar desses contextos diferentes, ambos expressam minha intenção em usar a comunicação em beneficio de quem se expõe a ela e que isso seja fator colaborador para que cada leitor encontre suas próprias respostas.

Suas experiências como repórter, servem de base e referência para os livros?

Flávio Siqueira: Todas as minhas experiências servem de referência para tudo o que faço. É assim porque tudo o que faço é um pouco daquilo que sou. Minha experiência como repórter não influencia mais do que a minha como marido, pai, filho, amigo, humano que, apesar das próprias ambiguidades, busca caminhos de cura e, a medida em que encontra, tenta compartilhá-las com que lê.

Seus leitores já podem esperar por novas histórias?

Flávio Siqueira: Claro, podem sim. Sou um daqueles que foram mordidos pela mosquinha da literatura e tenho encontrado nela um canal cada vez mais poderoso para me comunicar. Estou no começo dos trabalhos relacionados ao terceiro livro, também uma ficção e, como os outros, carregados de questões humanas, existenciais e espirituais. Mas ainda é só o começo, tem muita coisa gerando dento de mim. Provavelmente as novidades começarão a aparecer depois do segundo semestre de 2012.

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20 comentários em “Entrevistas

  1. Estou aqui mais uma vez, ñ só para parabenizá-lo, como tb, para pedir uma orientação
    Gostaria, de aprender (pois sou novata) como enviar teus videos, para amigas.
    Obrigada, por nossos caminhos terem cruzados.
    Abraços

  2. Ver suas entrevistas foi muito gostoso e senti um “pouquinho de orgulho” ou muito. Vc se saiu super bem, passou a sua mensagem, seu conhecimento e como o Ronnie Von falou, vc foi SUPER ARTICULADO. Parabéns!!!
    Que Deus continue te abençoando e dando oportunidades para mostrar o que vc tem por dentro, sua bondade, seu carisma e sua capacidade de demonstrar amor e amar.
    Um beijinho cheinho de orgulho, da sua prima e fã,
    Nan

  3. Bom dia! Parabens pela excelente entrevista dada no programa Todo Seu (TV GAZETA) ontem, sinceramente fiquei até admirada.. rs.. Fiz uma redação para um simulada nesse domingo e o tema da redação foi exatamente “Como melhorar o problea do transito urbano nas grandes cidades?” .. confesso a você que argumentei de outra maneira ( apresentando o trabalho realizados por nossos agentes de transito, “os marronzinhos”), mais não tinha pensado sobre o seu ponto de vista exposto, que é a mais pura realidade que enfrentamos.
    Parabens e sucesso!

  4. Flávio, eu não o conhecia até vê-lo , ontem, no Programa do Ronnie.
    Depois de ouvi a sua fala fiquei a refletir sobre o seu ponto de vista com relação ao trânsito, as pessoas, ao mundo que criamos….o que disse foi algo que já sabemos, mas que não paramos para refletir.
    Hoje, as pessoas no trânsito perdem o equilíbrio e se agridem por tão pouco. Isso não é novidade.
    Eu não tenho carro e nem sei dirigir, mas já presencei muita confusão no trânsito, atropelamentos entre outras disgraças. Que para vermos, nem precisamos sair de casa, basta ligar a TV que ” a noticia não para”.
    Precisamos resgatar a nossa saúde mental, não é mesmo?
    Mas, os meios de comunicação não contribuem para tanto. Pois deveriam dar mais oportunidades a profissionais ,assim como você,sensivel a vida humana. Do que priorizarem notícias tão destrutivas.
    Um abraço e continue com seu ótimo trabalho.
    Regiane/Pirituba

  5. Onde você estiver, o seguirei! A entrevista no Programa do Jô, acompanhei, mas a do Ronie, não pude acompanhar. Acabo de assistir e gostei muito. Quero parabenizá-lo mais uma vez não só pelo lançamento do livro, mas pela sensibilidade e ajuda pelas histórias vividas num contexto tão estressante que é o trânsito de São Paulo. De alguma forma, você coloca em palavras, tudo o que todos querem e precisam ler. Obrigada por tudo! Grande abraço.

  6. Oi Flavio sou o Rodrigo motorista da van da imbra, comversei com voce na van sobre seu livro, e seu blog achei muito legal suas entrevistas agora vou ter que comprar o livro valeu pelas dicas tchau.

  7. Faço mestrado em voz no RJ e minha dissertação é sobre envelhecimento vocal, gostaria de saber se vc me autoriza a usar a sua imagem do envelhecimento no dia da defesa. Aguardo o retorno da sua resposta, pois só posso apresentar se tiver uma autorização sua por escrito. Desde já agradeço e Parabéns pelo seu trabalho .
    Josane

  8. Flavio Siqueira,
    Primeiro quero agradecer a liberação da imagem e se vc tiver oportunidade de estar no Rio na data,vou te avisar será um prazer, e se a sua famíla é de Caratinga, serão muitos outros..mas isso é para outra hora.. mas fiquei encantada quando vi seu site pq o meu tema, é novo como fonoaudióloga que trabalha com voz, é da prevenção e como ninguém se dá conta de como a voz tb envelhece(modifica)… ficou legal…. mas se vc tiver interesse no final dos assuntos ..mando para vc… que talvez nos conheçamos….
    Bjs e mais uma vez muito Obrigada
    josane

  9. FLÁVIO SIQUEIRA.

    Primeiramente, gostaria de dizer que assisti o seu vídeo quando foi ao programa do Jô Soares. Infelizmente ele não soube conduzir a entrevista à sua altura. Você tinha muito mais coisas interessantes a dizer e a contar de maneira inteligente e o entrevistador ignorou ou ficou com receio de saber que o “rádio” é mais poderoso do que a televisão.
    Por isso é que acho que o rádio é o veículo que mais emociona do que a televisão. A telinha é muito fria. E sempre que tem coisas boas para a gente assistir, principalmente para melhorar as pessoas, é sempre cortado e o que impera é a sacanagem, é a libertinagem, como diria o maior comunicador do rádio brasileiro chamado Hélio Ribeiro.
    Gostei de saber que você trabalhou nas melhores rádios de São Paulo. Mas acho que você se daria bem na televisão. Você tem carisma. Você é muito talentoso. Trabalhando bem você, tenho certeza que seria muito melhor do que muitos que estão mentindo na nossa televisão.
    Meu nome é Celso Antônio Casemiro, sou do Memorial Hélio Ribeiro e gostaria de saber se você já ouviu falar de Hélio Ribeiro. Como não queríamos que a memória do rádio ficasse no esquecimento, um grupo de admiradores reuniu e até hoje – 10 anos de sua morte – continua em atividade porque HR foi único.
    O nosso site é: http://www.helioribeiro.com.br e o rádio da web é: http://www.helioribeiro/radio e estamos atrás de patrocínio. Não é fácil. E o programa de rádio está na Rádio Trianon às 8:00 horas da manhã de domingo até 8:30 horas por enquanto.

    É isso. Mande-me resposta.

    Um abraço.
    CELSO

  10. FLAVIO A ENTREVISTA COM O O JÓ FOI DEMAIS, VOU COMPRAR E LER O SEU LIVRO, SEI QUE VOU GOSTAR.
    CONTINUE SEMPRE……………..
    UM ABRAÇO KUKA

  11. Oi Sula. Provavelmente sai no começo de Setembro, na Bienal do RJ. Avisarei por aqui. Obrigado!

  12. Primeiramente, gostaria de dizer que assisti o seu vídeo quando foi ao programa do Jô Soares. Infelizmente ele não soube conduzir a entrevista à sua altura. Você tinha muito mais coisas interessantes a dizer e a contar de maneira inteligente e o entrevistador ignorou ou ficou com receio de saber que o “rádio” é mais poderoso do que a televisão.
    Por isso é que acho que o rádio é o veículo que mais emociona do que a televisão. A telinha é muito fria. E sempre que tem coisas boas para a gente assistir, principalmente para melhorar as pessoas, é sempre cortado e o que impera é a sacanagem, é a libertinagem, como diria o maior comunicador do rádio brasileiro chamado Hélio Ribeiro.
    Gostei de saber que você trabalhou nas melhores rádios de São Paulo. Mas acho que você se daria bem na televisão. Você tem carisma. Você é muito talentoso. Trabalhando bem você, tenho certeza que seria muito melhor do que muitos que estão mentindo na nossa televisão.
    Meu nome é Celso Antônio Casemiro, sou do Memorial Hélio Ribeiro e gostaria de saber se você já ouviu falar de Hélio Ribeiro. Como não queríamos que a memória do rádio ficasse no esquecimento, um grupo de admiradores reuniu e até hoje – 10 anos de sua morte – continua em atividade porque HR foi único.
    O nosso site é: http://www.helioribeiro.com.br e o rádio da web é: http://www.helioribeiro/radio e estamos atrás de patrocínio. Não é fácil. E o programa de rádio está na Rádio Trianon às 8:00 horas da manhã de domingo até 8:30 horas por enquanto.

    +1

  13. Celso, muito obrigado pelas palavras e por visitar o meu blog. Quanto ao Helio, claro que o conheço, afinal se um radialista quiser ser um bom profissional deve conhecer os que se tornaram referencia na profissão, como certamente o Helio sempre será. Um grande abraço pra vc e espero que apareça mais vezes.!

  14. Olá, Flávio. Tudo bem? Tenho acompanhado o seu trabalho mais recentemente através da vem e vê TV. Admiro o seu trabalho, o seu dom com as palavras e a forma de passar a mensagem jornalística. Sei que o mercado está necessitando muito de bons redatores, tanto redator jornalístico como redator publicitário. Quem sabe vc possa dar cursos online de redator, para graduandos e graduados! Fica a dica. Podemos aguardar? Um abraço

  15. Oi Angela, muito obrigado ! Confesso que já pensei nisso. Quem sabe não acontece? Abração pra você!

  16. Ola Flavio, te conheci atraves de assistir o Papo de graca e foi muito legal a sua integracao na vem e vem tv, a soma com a sua cultura, conhecimento e “voz” deixou o Papo ainda mais rico; conhecidentemente sou um seguidor do baixado e travado tbm… quando ouvi suas narracoes nos videos, foi uma sensacao muito boa !! Parabens!! Tbm sou um apaixonado pela aviacao e agora um grande fan seu !!
    Q Deus te abencoe ainda mais ! Mande um forte abraco pro Caio(se possivel, minha esposa e eu amamos ele) …
    super valew!!

  17. Olá Flávio, acompanhei seu trabalho desde o início e admito que estou impressionado. Vi os seus vídeos e gostaria de saber onde você produziu o video de envelhecimento em 1 minuto, pois tenho um trabalho de faculdade com esse tema, e queria produzir o meu. Ficaria grato se você fizesse a gentileza de me passar o contato.

    Agradeço desde já.

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