O que é a taxa Selic e como ela influencia a economia?

Entenda como a taxa Selic muda o seu bolso.

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Pilhas de moedas sobre gráfico financeiro, representando o impacto da Selic na economia e nas finanças pessoais.

A taxa Selic é a principal ferramenta usada para controlar a inflação e os preços no Brasil. Você provavelmente já ouviu esse nome no jornal ou na televisão.

Muita gente pensa que esse assunto só interessa para quem tem muito dinheiro investido. A verdade é que ela mexe diretamente com a vida de todos nós. Ela influencia desde o valor da prestação da casa própria até o preço do arroz no supermercado.

Entender como essa taxa funciona é o primeiro passo para cuidar melhor do seu dinheiro. Ela é definida pelo governo e serve como um guia para todas as outras taxas de juros do mercado.

Quando ela sobe ou desce, tudo na economia sente o impacto. Se você tem dívidas, quer comprar um carro ou apenas faz compras no mercado, precisa saber o que está acontecendo. Acompanhe a leitura para descobrir como isso muda a sua rotina.

O que é essa tal de taxa Selic na prática?

Imagine que a economia do país é como um carro em movimento que precisa de um controle de velocidade. O governo usa a taxa Selic como se fosse o pedal de freio ou o acelerador desse carro.

Quando os preços das coisas começam a subir muito rápido, o governo pisa no freio aumentando a taxa. Isso faz com que o dinheiro circule menos e os preços parem de disparar.

Essa taxa é chamada de taxa básica de juros da nossa economia. Ela é a referência para tudo o que envolve dinheiro emprestado ou investido no país.

Os bancos usam esse número como base para decidir quanto vão cobrar de você em um empréstimo. Se a taxa básica está alta, o banco cobra mais caro para te emprestar dinheiro. Se ela está baixa, o crédito fica mais barato e acessível.

O objetivo principal de mexer nessa taxa é manter a inflação sob controle. Inflação é aquele aumento chato nos preços que a gente percebe quando vai fazer a compra do mês.

Quando o governo aumenta os juros, fica mais caro comprar parcelado. As pessoas compram menos e as lojas precisam segurar os preços para conseguir vender. É um remédio amargo, mas que serve para tentar equilibrar o custo de vida.

Como a Selic afeta o preço da comida?

Você deve estar se perguntando como uma taxa definida em Brasília muda o valor do feijão no seu prato. A relação entre a Selic e a alimentação é muito forte e acontece de várias formas.

A primeira delas é através do controle da inflação que mencionamos antes. Quando os juros sobem, a tendência é que os preços parem de subir tão rápido. Isso deveria ajudar o seu dinheiro a valer um pouco mais no mercado.

Por outro lado, juros altos encarecem a produção dos alimentos no campo. O agricultor muitas vezes precisa de empréstimo para comprar sementes, adubo e máquinas.

Se o juro desse empréstimo está alto por causa da taxa básica, produzir comida fica mais caro. Esse custo extra acaba sendo repassado para o consumidor final, ou seja, para você.

Também existe a questão do transporte de tudo o que consumimos. Caminhões e fretes dependem de financiamentos e manutenção, que também são afetados pelos juros.

Se fica caro manter a frota rodando, o frete sobe e o produto chega mais caro na prateleira. Por isso, nem sempre o aumento dos juros consegue baixar o preço da comida imediatamente. É um equilíbrio difícil e que demora para ser sentido no bolso.

Por que as dívidas ficam mais caras com a alta?

Este é o ponto que mais machuca o orçamento das famílias brasileiras. Quando a taxa Selic sobe, todas as modalidades de crédito ficam mais caras quase que instantaneamente.

O cartão de crédito e o cheque especial são os primeiros a disparar. Os bancos pagam mais caro para conseguir dinheiro e repassam essa conta com juros altíssimos para os clientes.

Se você tem o costume de pagar apenas o mínimo da fatura do cartão, precisa ter cuidado redobrado. Com a taxa básica alta, os juros rotativos do cartão viram uma bola de neve impossível de controlar.

Uma dívida pequena pode dobrar de valor em poucos meses. O mesmo vale para empréstimos pessoais que você pega para cobrir uma emergência.

É importante saber quais são as dívidas mais afetadas para fugir delas. O impacto não é igual para todo tipo de conta. Algumas modalidades de crédito seguem a taxa básica muito de perto. Veja abaixo onde o bicho pega mais quando os juros sobem:

  • Cheque especial na conta corrente.
  • Juros rotativos do cartão de crédito.
  • Empréstimos pessoais sem garantia.
  • Financiamentos de veículos novos e usados.
  • Crediário de lojas de departamentos.

Como fica o sonho do carro ou da moto nova?

Muitos brasileiros dependem de financiamento para conseguir comprar um veículo para trabalhar ou passear. A taxa Selic influencia diretamente o valor da prestação que você vai pagar todo mês.

Quando a taxa está baixa, as parcelas cabem melhor no bolso e o valor final pago pelo veículo é menor. É nessas épocas que as montadoras e lojas vendem mais carros e motos.

No entanto, quando a taxa sobe, o cenário muda completamente e fica bem mais difícil. O banco vai cobrar muito mais juros para te emprestar o dinheiro do carro.

Às vezes, ao final de um financiamento de cinco anos, você acaba pagando o preço de dois carros. Isso faz com que muita gente tenha o cadastro reprovado ou desista da compra.

Se você já tem um financiamento com parcelas fixas, pode ficar tranquilo que o valor não muda. O problema é para quem vai assinar o contrato agora. É preciso fazer muita conta e pesquisar em vários bancos.

Às vezes, esperar a taxa baixar um pouco pode significar uma economia de milhares de reais no final do contrato. Paciência pode valer muito dinheiro nesse caso.

A Selic pode influenciar na falta de emprego?

Essa é uma consequência que pouca gente liga diretamente aos juros, mas que é muito real. Quando a taxa Selic está alta, as empresas também sofrem para pegar dinheiro emprestado.

Empresários usam empréstimos para expandir fábricas, abrir novas lojas e comprar estoque. Se o crédito está caro, eles desistem de investir e seguram os planos de crescimento.

Quando as empresas param de crescer, elas param de contratar novos funcionários. Em casos piores, elas precisam demitir para cortar custos e conseguir pagar as dívidas que ficaram caras.

Isso gera um esfriamento na economia e aumenta o desemprego no país. É um efeito colateral triste da tentativa de controlar a inflação.

Por outro lado, quando a taxa cai, fica mais barato investir e abrir negócios. As empresas voltam a pegar crédito, compram máquinas e contratam mais gente.

O dinheiro volta a circular com mais força e gera mais oportunidades de trabalho. Por isso, a definição dessa taxa é sempre uma escolha difícil entre controlar preços ou gerar empregos.

O que fazer para proteger o orçamento doméstico?

Diante de tantas mudanças na economia, você precisa saber como blindar a sua casa. O primeiro passo é evitar fazer novas dívidas longas quando a taxa Selic estiver muito alta.

Se puder esperar para comprar a geladeira ou a televisão, espere. Juntar o dinheiro para comprar à vista é sempre a melhor opção nessas horas. O desconto de quem paga na hora vale muito a pena.

Outra dica importante é renegociar as dívidas que você já tem. Se os juros estão altos, tente trocar uma dívida cara, como a do cartão de crédito, por uma mais barata.

Um empréstimo consignado, por exemplo, costuma ter taxas menores do que o cheque especial. Fazer essa troca pode aliviar bastante o valor que sai da sua conta todo mês.

Aproveite também para pesquisar preços com mais atenção no supermercado. Com a inflação variando, a diferença de preço entre uma marca e outra pode ser grande.

Substituir produtos caros por outros mais em conta ajuda a manter a despensa cheia. Pequenas mudanças de hábito fazem uma diferença enorme no final do mês.

Dicas rápidas para tempos de juros altos

Ficar atento aos detalhes do dia a dia ajuda a passar por esses momentos com mais tranquilidade.

Não existe mágica, mas existe organização e esperteza. Separamos algumas atitudes simples que você pode tomar hoje mesmo. Elas ajudam a evitar que o seu dinheiro vá todo para o ralo dos juros bancários.

  • Pague a fatura total do cartão de crédito sempre.
  • Evite entrar no cheque especial a qualquer custo.
  • Pesquise taxas em diferentes bancos antes de financiar.
  • Adie compras de alto valor que não sejam urgentes.
  • Crie uma reserva de emergência, mesmo que pequena.

Como acompanhar essas mudanças sem complicação?

Você não precisa virar um especialista em economia para saber para onde a taxa Selic está indo.

Os jornais populares e programas de TV sempre avisam quando o governo se reúne para decidir a taxa. Isso acontece a cada 45 dias. Fique de olho apenas se a notícia diz que “a taxa subiu”, “caiu” ou “foi mantida”. Só essa informação já basta para você se orientar.

Se a notícia for de alta, ligue o sinal de alerta para as compras parceladas. Se a notícia for de baixa, pode ser um bom momento para planejar aquele sonho antigo.

Conversar com amigos e familiares sobre isso também ajuda. Trocar informações sobre onde está mais barato ou qual banco está com taxas melhores é muito útil.

O conhecimento é a melhor ferramenta para não ser pego de surpresa. Saber que o momento está difícil ajuda a não dar passos maiores que a perna.

A economia do país vive de ciclos e entender esses movimentos traz segurança para a sua família. Mantenha a calma e o foco nas contas de casa.

Cuidar do dinheiro é um aprendizado diário e constante. Agora que você já sabe como a taxa Selic funciona, pode tomar decisões mais inteligentes.

Lembre-se sempre de que o controle do seu orçamento está nas suas mãos. Evite juros abusivos e valorize cada centavo do seu suor.

Informação educacional — não é aconselhamento financeiro.

Olá! Meu nome é Thiago Murça e sou editor do site Flávio Siqueira. Meu papel é transformar temas complexos em textos simples, confiáveis e que facilitem as suas decisões financeiras.
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