Pix Internacional: o que é e como funciona

Descubra como o Pix internacional pode facilitar transferências para outros países

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Bandeiras de vários países ao lado da palavra Pix, representando o Pix internacional como opção de transferências globais.

O Pix já virou parte da nossa rotina. Agora, a conversa da vez é o chamado Pix internacional, que promete levar essa praticidade além das fronteiras brasileiras.

Mas será que ele já funciona de verdade? Dá para confiar que o dinheiro chega rápido?

E, principalmente, será que vai sair barato ou vai ser só mais uma versão “bonitinha” das transferências internacionais que já conhecemos? Vamos por partes.

O que é o Pix Internacional?

O Pix internacional nada mais é do que uma evolução do sistema criado pelo Banco Central.

A ideia é que você possa transferir dinheiro para fora do Brasil com a mesma facilidade com que paga o lanche da esquina.

Imagine pagar a hospedagem da sua viagem para Portugal direto pelo app do seu banco, sem precisar abrir contrato em câmbio, nem enfrentar tarifas escondidas.

Esse é o sonho: transformar um processo cheio de burocracia em algo tão simples quanto enviar uma mensagem pelo celular.

Pix Internacional cai na hora?

Se tem uma coisa que todo brasileiro ama no Pix é ver o dinheiro pingar na conta em segundos. E, sim, essa é a expectativa com o Pix internacional.

Na prática, os testes feitos até agora ainda não entregam a mesma velocidade que temos aqui dentro.

A promessa é que, em vez de esperar até cinco dias úteis (como acontece em transferências via SWIFT), o dinheiro caia em questão de minutos ou algumas poucas horas, dependendo do país.

Não é tão imediato quanto um Pix entre amigos no Brasil, mas já é uma revolução perto das velhas transferências internacionais, que mais parecem maratonas burocráticas.

Como funciona o Pix Internacional com a Wise?

Se tem uma empresa que entendeu rápido a força dessa novidade, foi a Wise (antiga TransferWise).

Ela já vinha desafiando bancos tradicionais com taxas menores e câmbio mais transparente.

Agora, uniu o útil ao agradável: permite que brasileiros usem o Pix como forma de pagamento para mandar dinheiro para fora.

O processo é simples: você abre o app da Wise, coloca o valor, paga via Pix e pronto, a empresa faz a conversão no câmbio comercial e manda para o país de destino.

É como usar o Pix como um “atalho” para alimentar a rede global da Wise. Para o usuário, a sensação é quase a mesma de fazer um Pix normal.

Só que, no lugar de mandar para o amigo que pediu para “rachar o rodízio”, você envia para alguém que está em outro continente.

Quais são as vantagens de usar Pix Internacional com a Wise?

A grande vantagem é que você junta o melhor de dois mundos: a rapidez do Pix e a transparência da Wise.

  • Economia real: nada de taxa escondida em câmbio. Você sabe exatamente quanto vai pagar;
  • Praticidade: o processo é todo digital. Esqueça filas em bancos e papelada;
  • Velocidade: não chega a ser instantâneo, mas é muito mais rápido do que esperar vários dias úteis;
  • Segurança: tanto a Wise quanto o Pix usam sistemas de proteção fortes contra fraudes.

É como se o Pix tivesse passado da fase “transferência entre amigos” e entrado no modo “cidadão global”.

Posso receber dinheiro do exterior via Pix?

Essa é a pergunta que muita gente faz principalmente quem tem parentes fora ou presta serviços para clientes internacionais.

Por enquanto, a resposta é não. O Pix ainda não está preparado para receber dinheiro vindo de fora.

A operação atual funciona apenas no sentido de envio: do Brasil para o exterior.

O Banco Central já discute formas de viabilizar essa entrada, mas ainda vai levar um tempo até virar realidade.

Afinal, é bem mais complicado alinhar regras de câmbio, impostos e sistemas financeiros de vários países do que mandar dinheiro para o amigo que esqueceu a carteira no churrasco.

O Pix Internacional já é oficial no Brasil?

Ainda não. O Banco Central já deu sinais claros de que pretende oficializar essa expansão, mas o sistema continua em testes.

A complexidade é grande: envolve não apenas tecnologia, mas acordos multilaterais, integração com bancos estrangeiros e padronização de segurança internacional.

Não dá para simplesmente apertar um botão e liberar.

O que já existe hoje é a possibilidade de usar o Pix como forma de pagamento em plataformas parceiras, como a Wise.

Ou seja, ele já é uma realidade parcial, mas não uma versão oficial e universal.

Países onde o Pix Internacional com Wise já funciona

Graças à parceria com a Wise, brasileiros já conseguem mandar dinheiro para dezenas de países usando o Pix como forma de pagamento. Entre eles:

  • Estados Unidos;
  • Canadá;
  • Reino Unido;
  • Alemanha;
  • Portugal;
  • França;
  • Japão;
  • Austrália;
  • Espanha;
  • Itália.

Na prática, você consegue usar o mesmo Pix que paga a pizza para mandar dinheiro para alguém do outro lado do planeta.

A diferença é que, em vez de cair na hora, o valor pode levar alguns minutos ou horas, dependendo da moeda e do país de destino.

O que esperar do futuro?

O Pix já virou parte do nosso dia a dia e dificilmente alguém consegue imaginar a vida sem ele.

Agora, a versão internacional promete repetir a dose, só que em escala global.

Se a promessa se cumprir, vai ser possível pagar uma compra em dólar ou mandar dinheiro para um amigo em Lisboa com a mesma naturalidade com que hoje você transfere para a manicure ou para o motoboy.

Claro, ainda há desafios: regulamentação, impostos e até a resistência de bancos que lucram com tarifas pesadas em transferências internacionais.

Mas, se depender da velocidade com que o Pix conquistou os brasileiros, não é exagero imaginar que essa novidade também decole em pouco tempo.

Uma revolução em andamento

O Pix internacional ainda está engatinhando, mas já deu para perceber que tem tudo para mudar a forma como lidamos com dinheiro fora do país.

Não é perfeito, não é tão rápido quanto gostaríamos, mas está muito à frente do modelo engessado que existe hoje.

Se o Pix nacional já virou parte da nossa cultura, é bem possível que, daqui a alguns anos, a versão internacional seja tão comum quanto mandar uma figurinha no WhatsApp.

Até lá, seguimos acompanhando de perto essa revolução que, aos poucos, atravessa fronteiras.

Oi! Eu sou a Luzia, faço parte da equipe de conteúdo do Flávio Siqueira. Acredito que conhecimento é mais poderoso quando é compartilhado, e por isso, meu papel aqui é criar conteúdos financeiros que ajudem você, e todos, a tomar melhores decisões com o próprio dinheiro.
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